Author Archives: Jairo de Oliveira

  • 0

Intercedendo pela obra missionária

O Senhor Jesus, entre muitas outras coisas, também nos ensinou acerca da importância da oração na obra missionária. Ele sabia que essa era uma forma de nos envolvermos com a necessidade dos campos e de participarmos, contribuindo com a nossa intercessão diante de Deus.

Jesus enviou seus discípulos a fim de pregarem o Evangelho na sua seara, mas também os ensinou a orar por ela: “Por isso, orai ao Senhor da seara e pedi que Ele mande mais trabalhadores para a sua colheita” (Mateus 9:38).

A intercessão transforma inúmeras situações na obra missionária, assim como também muda a maneira de viver daqueles que oram. Sendo assim, não é de admirar que alguns que começam dedicando-se à oração acabam chegando a conclusão de que eles mesmos podem ser a resposta de suas orações.

Na experiência dos primeiros discípulos não foi diferente: inicialmente foram instruídos por Jesus a orar e logo em seguida foram enviados a seara, pelo Mestre: “E lhes recomendou: A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois ao Senhor da plantação que mande obreiros para fazerem a colheita. Portanto, ide! Eis que Eu vos envio como cordeiros para o meio dos lobos” ( Lucas 10: 2-3).

A oração continua sendo uma forma de participarmos da obra missionária. E mais que isso, a oração é um preciso instrumento, que, se bem utilizado, pode fazer com que muitas necessidades da obra missionária sejam supridas.Por isso, devemos nos colocar na brecha e interceder ao Senhor em favor do avanço da pregação do Evangelho.

Precisamos suplicar ao Senhor pela salvação dos perdidos do nosso país e por cada criatura espalhada sobre a face do globo, intercedendo especialmente por aqueles que ainda não ouviram as boas novas de Cristo e possuem bem poucas chances de ouvir.

Devemos clamar a Deus pela igreja de Jesus Cristo em nosso país e orar que haja ampliação da visão missionária, a começar pelo líderes. Que, com isso, muitos vocacionados sejam despertados e mais missionários sejam enviados. Sobretudo aos campos que ainda não ouviram do Evangelho.

É necessário interceder constantemente pelos missionários, rogando a Deus que lhes conceda saúde física, mental e espiritual. Orar também por seus filhos, para que entendam a vocação dos pais, e para que suas igrejas sejam fiéis em sustentá-los.

Rogar fervorosamente por nossos obreiros, para que ultrapassem os obstáculos que se levantam e muitas vezes interferem no trabalho do missionário, tais como: a intensa oposição das trevas, dificuldades com o governo, diferenças culturais, aprendizado de uma nova língua, adaptação cultural e até a perseguição feroz ao cristianismo.

Não perca mais tempo, se você reconhece a importância da oração no trabalho missionário, comece a interceder agora. A glória de Deus será manifesta poderosamente às nações, à medida que o povo de Deus orar.

Por Jairo de Oliveira

Fonte: MIAF


  • 0
cristianismo, igrejas, mesquitas

O campo missionário

Sentado com a família na última fila de assentos de uma van, voltávamos de uma área de predominância sudanesa num subúrbio da cidade aqui de Nairóbi no Quênia. Os demais passageiros aparentavam tranquilidade, apesar de o motorista em alta velocidade, tentar todas as ultrapassagens possíveis, até mesmo onde haviam advertências de que era proibido ultrapassar. Ao longo do trajeto, deparamo-nos com um infortúnio: sofremos um assalto. O ladrão, um jovem magro e alto, fingindo estar passando mal solicitou que a janela do veículo fosse aberta a fim de distrair a nossa atenção. Enquanto isso, ele aproveitou para roubar a minha carteira, disposta em um dos bolsos da mochila que a esposa carregava. O roubo só foi percebido depois que o ladrão deixou o veículo. Em termos de valor, tínhamos na carteira o equivalente a R$ 50,00 e um cartão bancário. O assalto poderia ter resultado em maiores dificuldades, pois no mesmo bolso da mochila estavam: passaportes, chaves de casa e telefones celulares. Contudo, graciosamente o Senhor nos livrou do pior. O Mateus, meu filho de cinco anostentando interpretar a situação, disse: “Papai, quem sabe o ladrão não tinha carteira, por isso ele levou a sua?”

Voltando para casa, ainda sob o efeito do sentimento de violação pessoal, comecei a refletir sobre uma pergunta gerada a partir da experiência com o ladrão: por que viver a vida num campo missionário, ausente da pátria amada, distante das pessoas queridas e enfrentando diferentes tipos de perigos? Numa atitude de reavaliação indaguei a mim mesmo: o que me move a fazer o que eu faço e a viver a vida que vivo? A única resposta que encontrei para essa pergunta foi: obediência ao chamado divino! 

Apesar da experiência narrada, felizmente o campo missionário transcultural não é um contexto somente de infortúnios. Ao obedecer ao chamado divino, tenho aprendido em minha jornada no continente africano que o campo reserva ao missionário muito mais do que dificuldades e gostaria de descrever aqui alguns aspectos positivos desse contexto:

1. Um contexto pelo qual Deus se interessa

O campo missionário transcultural abriga ao redor do mundo a realidade de pessoas que vivem sem qualquer acesso ao evangelho. Contexto de povos não alcançados e não engajados que vivem sem o conhecimento redentor de CristoRealidade que influencia a vida de 2.3 bilhões de pessoas que aguardam para ouvir o evangelho. Deus está interessado nessas pessoas e deseja usar a nossa vida para interferir na caminhada de vida delas.

2. Um contexto de serviço a Deus

Deus tem um projeto de redenção global e convoca o seu povo para cruzar fronteiras a fim de servi-lo na proclamação do evangelhoÉ pela graça divina que somos comissionados para o

sagrado serviço e nos tornamos cooperadores de Deus no comprimento dos seus propósitos. Sendo assimservir na seara não é apenas se tornar resposta ao clamor dos perdidos, mas é se submeter ao desejo divino“Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16.15).

3. Um contexto de muitas bênçãos

É uma grande honra ser embaixador de Cristo e pioneiro na proclamação do evangelho. É um privilégio desenvolver relacionamentos com pessoas de outros povos e ter amigos espalhados entre as nações. É uma alegria caminhar com colegas que foram igualmente chamados para o campo, os quais mais se parecem com Paulo e Barnabé. Ter a vida influenciada por esses gigantes na fé é uma bênção diária. As bênçãos recebidas no campo não param por aí, elas são abundantes e incontáveis.

A seara do Mestre, Jesus, é grande e poucos são os trabalhadores. Na maioria dos campos ao redor do mundo há a necessidade de obreiros e as oportunidades de ministério se fazem presentes em diversas áreas de atuação. Você já considerou a possibilidade de servir em um desses campos ou apoiar algum missionário que esteja servindo? 

Junte-se a nós!

Por Jairo de Oliveira

Fonte: Revista da MIAF


Pesquisar no site

Já recebe as nossas cartas de oração? Ainda não? Cadastre-se para recebê-las.