Fazedores de Tenda: uma resposta ao chamado

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O chamado divino já fez parte da vida de muitos homens de Deus. E continua fazendo. Nas Escrituras, encontramos um chamado geral para o testemunho do Evangelho (At 1:8) e um chamado específico para o ministério cirstão (Rm1:1).

Os 12 apóstolos experimentaram o segundo tipo de chamado. Eles deveriam renunciar à própria atividade profissional para se dedicar exclusivamente ao ministério sagrado (Mt 4:18-20). Quando Jesus disse a Pedro e André que eles se tornariam pescadores de homens, essa era uma indicação clara de que deveriam deixar suas redes, abandonar seu barco na praia e abraçar um novo ofício.

Além do modelo daqueles que deixam a sua atividade profissional para servir no ministério cristão, há o modelo dos obreiros bivocacionais. São aqueles que servem no campo missionário por meio das suas profissões. Eles são comumente conhecidos como “fazedores de tendas” e são chamados assim com base na experiência de Paulo, em Atos 18:3.

Os que se sentem chamados para o ministério e desejam se tornar obreiros bivocacionais precisam saber que desenvolver simultaneamente a atividade profissional e o ministério num ambiente transcultural não é simples nem tão natural quanto parece. Há vários exemplos de trabalhos de obreiros bivocacionais eficazes, mas frequentemente encontramos missionários fazedores de tendas que se sentem frustrados por não conseguirem conciliar as duas atividades.

Em função dessa dificuldade de harmonizar os dois aspectos, há aqueles que acabam abrindo mão de uma atividade. Em nossa equipe de trabalho no Quênia há uma pediatra que deixou sua profissão para servir integralmente como evangelista. Ela tem umas das profissões mais desejadas por aqueles que ingressam na obra missionária. Não obstante, ela abandonou a atividade profissional porque não estava conseguindo investir tempo necessário no que se sentia realmente vocacionada: a proclamação do Evangelho. Embora tentasse viver e proclamar o Evangelho durante seu expediente, ela se via consumida pelas muitas horas de trabalho e sentia que a evangelização e o discipulado dos novos crentes não cabiam na sua agenda.

Embora acredite que os dois modelos sejam válidos e já tenha pessoalmente lançado mão de ambos, entendo que precisamos ter o cuidado de não desencorajar aqueles que têm uma vocação profissional para se dedicar exclusivamente ao ministério. Há lugar para os dois tipos de chamados na seara. Os modelos jamais devem ser concorrentes; um não deve suplantar o outro.
Você se sente chamado para servir a Deus entre as nações? Procure entender a sua vocação, estude bem o contexto para o qual você está sendo chamado para servir e responda fielmente ao chamado que Deus tem para sua vida.

Por Jairo de Oliveira

Fonte: Revista Povos e Línguas


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