Mais perguntas do que respostas

Queridos irmãos,
Graça e paz!

– Chegou aqui também! 

– Verdade? 

– Sim, o governo acabou de anunciar o primeiro caso de coronavírus no país.

– É mesmo?

– É! E se houver aumento do número de casos, as autoridades vão suspender as aulas e podem até fechar as fronteiras.

Foi assim, numa conversa com uma colega da classe de árabe, que tivemos conhecimento do primeiro registro do COVID-19 no país, uma doença que veio para gerar imensas transformações por aqui, assim como tem impactado o restante do mundo.

Tudo o que a nossa colega nos disse se confirmou ao longo das horas e dos dias seguintes. Logo vieram a suspensão das aulas e o fechamento de todas as fronteiras. Em seguida, foram anunciados o bloqueio aos acessos da cidade e a imposição do isolamento social total (lockdown).

Como família, tivemos, durante este período, algumas experiências de milagres relacionadas à provisão divina, as quais em momento oportuno iremos compartilhar com vocês. No entanto, também tivemos algumas experiências desafiadoras.

Resposta divina

Em um dos fins de semana, a esposa começou a sofrer com dores, o que, num primeiro momento, pareceu ser um problema renal. Não demorou muito para que as dores aumentassem e mudassem de localização. Em seguida, conseguimos contato com o médico dela, e ele, apesar de estar com o consultório fechado há seis semanas, concordou em receber a Vânia para uma consulta. Contudo, havia um importante desafio a ser superado. Como chegar até o consultório médico, se estávamos impedidos de circular pela cidade? A solução que encontramos foi ligar para a defesa civil e pedir ajuda. Felizmente, eles se demonstraram prontos para ajudar e nos enviaram uma ambulância. A esposa passou pela consulta, fez exames e foi medicada. O médico identificou nela um tipo de infecção e prescreveu um tratamento com antibióticos. No momento, está totalmente recuperada. Louvamos a Deus pela solução que Ele nos apontou em um tempo de provações!

Pergunta

A segunda experiência ocorreu a partir de uma comunicação recebida no dia 5 de abril. Uma vez que o David nasceu nos Estados Unidos, ele possui cidadania americana (além da brasileira). Desse modo, a embaixada americana nos contatou por e-mail, oferecendo um voo excepcional. O voo partiria no dia 9 de abril, a fim retirar do país os cidadãos americanos e os seus familiares. Em teoria, essa seria a nossa última possibilidade de evacuação.

A diplomacia americana nos informou que, no dia 31 de março, o governo havia emitido o mais alto alerta de saúde global e foram categóricos: “Nos países onde as opções de partida comercial permanecem disponíveis, os cidadãos americanos devem providenciar o seu retorno imediato aos Estados Unidos, a menos que estejam preparados para permanecerem no exterior por um período indeterminado.”

Perguntas

E agora, o que fazer? Aceitar a oferta do voo ou não? Ficar ou sair do país? Que difícil escolha, já que não há uma resposta divina prescrita para esse tipo de situação, não é mesmo? Nesses casos, a verdade que serve para uma família pode não servir para outra. As horas seguintes foram de mais perguntas do que respostas:


“E se o dólar continuar subindo e nos faltarem recursos financeiros para nos mantermos aqui? E se, em função da crise de saúde e econômica, os nossos parceiros nos abandonarem? E se os familiares no Brasil enfrentarem alguma situação de emergência e estivermos presos aqui? Enfim, muitas perguntas!


Discutimos o assunto em família, avaliamos possibilidades com amigos queridos e apresentamos os nossos questionamentos a Deus. Por fim, decidimos ignorar a oferta tentadora e ficar. As razões foram variadas. Algumas, aparentemente lógicas, enquanto outras, estritamente de fé. Em resumo, decidimos permanecer porque cremos que Deus nos chamou para este país e que a contribuição que temos para oferecer é agora mais necessária do que quando chegamos.


Esperamos que a nossa decisão de ficar transmita ao povo local e aos refugiados a mensagem de que a nossa confiança está em Deus, de que os amamos de verdade e de que o amor que nos move é sacrificial e aponta para uma cruz e para um túmulo vazio. 


Na medida do possível, a nossa família e equipe de trabalho seguem oferecendo apoio aos refugiados. Três vezes por semana, enviamos para os nossos alunos de inglês atividades para desenvolverem online. Somando-se a essa e a outras iniciativas, a nossa equipe elaborou uma estratégia eficaz para fazer chegar comida aos refugiados mais necessitados. A estratégia tinha como alvo inicial um total de 25 famílias, mas, no momento, está atendendo 58 lares e estamos em busca de mais recursos para podermos ajudar mais famílias.

Em meio a tudo isso, teve início, há uma semana, o mês do Ramadã, mês do jejum muçulmano. Esse é, normalmente, um período estratégico, no mundo muçulmano, pois surgem muitas oportunidades para falarmos sobre a fé e esclarecermos o que as Escrituras ensinam sobre jejum, oração, poder, revelação e perdão de pecados, dentre outros temas. Pedimos que intercedam por boas oportunidades, em meio ao isolamento social.

 É com muita alegria que compartilhamos, também, com vocês que assinamos um novo contrato de publicação. Desta vez, publicaremos, nos EUA, um livro inédito sobre a crise migratória mundial. O livro será publicado em inglês e o título provisório é “Mudando Histórias” (Changing Stories). O contato foi assinado com a editora WIPF & STOCK Publishers, que conta com uma excelente reputação e experiência na publicação de material acadêmico/teológico. O livro representa um olhar sobre a atual crise migratória e apresenta soluções que partem da teoria para a prática. Por meio dessa publicação, desejamos mobilizar mais cristãos para responderem biblicamente à crise migratória mundial. Todos os possíveis recursos gerados a partir da obra serão reinvestidos no trabalho com refugiados aqui no Oriente Médio. Suas orações por esse projeto são muito bem-vindas!

 No que depender de nós, seguiremos investindo a força da nossa juventude para que a obra de Cristo seja proclamada.

Podemos continuar contando com a parceria de vocês?

No Senhor,

Família Oliveira


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